01/11/2014
Por Danilo Evaristo em Notas

Nelter: Candidatos estão sendo tratados como marginais

5I6I4633

O deputado Nelter Queiroz, do PMDB, fez sérias críticas à Justiça Eleitoral afirmando que “existe uma verdadeira ditadura do Poder encarregado pela condução das eleições” e que “os candidatos estão sendo tratados como marginais”. Em razão disso, o peemedebista entende que terá que haver uma reforma política para flexibilizar o processo eleitoral. “Quantos eleitores foram presos por compra de votos?”, questiona o parlamentar que tem base político/eleitoral na região Seridó do Estado e foi reeleito para o exercício do seu 6º mandato. Ele acrescenta: “temos que respeitar a lei, mas deve existir limites”.

Sobre sua expectativa com relação ao futuro governo do Estado, Nelter Queiroz diz que vai cobrar os compromissos de campanha assumidos na praça pública e esperar que o futuro governo cumpra e torcer para dar certo. “Vou ser vigilante e cauteloso, concordando com os bons projetos que forem apresentados”, ressalta, conclamando os políticos a “pensarem mais no Rio Grande do Norte de que em si próprios”.  No entendimento do parlamentar do PMDB, o governo tem que pensar em geração de emprego e renda e resolver o principal problema do Estado que é a falta de segurança, observa o deputado de Jucurutu, registrando que a situação do Estrado é de dificuldades, entretanto, entende não ser culpa de um só governante, mas de problemas administrativos acumulados há vários anos.

Referindo-se a declarações do governador eleito, Robinson Faria  lembrando o nome do deputado Fernando Mineiro para prefeito de Natal,  Nélter Queiroz considera prematuro, afirmando que a prioridade do futuro governante deveria ser cuidar do Estado para posteriormente falar sobre política e eleição.

* Jornal de Hoje

Compartilhe:
01/11/2014
Por Danilo Evaristo em Notas

Gays e índios incluídos no “Minha Casa, Minha Vida”

Uma resolução do Conselho Municipal de Habitação (CMH) definiu que gays em situação de violência, travestis moradores em albergues e índios também podem ser beneficiados com unidades do Programa Minha Casa Minha Vida construídas no município de São Paulo. A norma complementar ao projeto do governo federal, publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da Cidade, também permite o atendimento de moradores em áreas limites de municípios vizinhos com a capital paulista. O objetivo das regras é tentar dar moradia popular para centenas de gays e também mulheres que sofreram ameaças e violência doméstica e que são atendidos em albergues e moradias da Prefeitura. Dezenas de travestis que moram nos abrigos municipais vão ter direito a tentar entrar no programa, desde que comprovem que está “oriunda de situação de rua”.

Compartilhe:
01/11/2014
Por Danilo Evaristo em Notas

Banda Grafith completa 26 anos com festa na Shock

grafith

Um das bandas mais famosas e requisitadas do Rio Grande do Norte, Grafith, conhecida por sua versatilidade, já que se adapta desde micaretas a festas em casas de shows, além de formaturas e confraternizações, completa 26 anos este mês e comemorará a data com grande festa na Shock Casa Show, na Zona Norte de Natal, no sábado, dia 8 de novembro, a partir das 22h.

Quebrando paradigmas e superando preconceitos, a banda composta por irmãos, cresceu, fez seu nome e, hoje, colhe os frutos do sucesso. Tanto que esse ano vão gravar dois DVD’s na mesma noite: o primeiro só com Joãozinho, com Flashback’s e Pop music, e o segundo com Kaká cantando arrocha e relembrando alguns axés antigos. Detalhe: fizeram recentemente um concurso no programa Mais, da Tv Ponta Negra, e escolheram 11 dançarinos para fazer participação especial na gravação de DVD e promete ainda grande surpresa na abertura do show.

A HISTÓRIA

Em 4 de novembro de 1988, os irmãos Kaká, Carlinhos, Joãozinho e Júnior se juntaram e compuseram a Banda Grafith. Vinte e seis anos mais tarde e com todas as mudanças ocorridas durante este longo percurso, a banda é uma das mais conceituadas do Rio Grande do Norte e região, com média elevada de shows por mês durante o ano (no verão, o número de apresentações dobra) e constantes solicitações para carnavais, formaturas, confraternizações e eventos.

Conhecidos pelo estilo baile tocavam de tudo: de discoteca e rock a samba e MPB. Mas na década de 90 o cenário musical começou a mudar no Rio Grande do Norte e as músicas mais tocadas pelos irmãos, inspiradas em bandas como Pink Floyd, Queen, Aerosmith, passaram a não empolgar tanto. Este foi um período difícil e pensaram em desistir. Mas decidiram fazer o que têm feito de melhor – arrastar multidões com músicas autorais com estilo próprio e muita energia.

Compartilhe:
01/11/2014
Por Danilo Evaristo em Mega-Sena

Mega-Sena pode pagar R$ 7 milhões neste sábado (01)

O sorteio do concurso 1.649 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (1), pode pagar R$ 7 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado em Jundiaí (SP), a partir das 20h (horário de Brasília). De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), com o valor do prêmio, o ganhador poderá comprar 23 imóveis de R$ 300 mil cada, ou ainda uma frota de 200 carros populares. Se quiser investir, aplicando o prêmio de R$ 7 milhões na poupança, poderá se aposentar com uma renda de de R$ 38 mil por mês, o equivalente a mais de R$ 1,2 mil por dia.

Compartilhe:
01/11/2014
Por Danilo Evaristo em Política

Henrique Eduardo Alves: “Descarto qualquer Ministério”

IMG_0058

Na primeira semana depois das eleições, o Congresso Nacional deu um claro recado à presidente reeleita Dilma Rousseff (PT): derrubou o decreto bolivariano que criava conselhos populares em órgão públicos, convocou ministros e a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos em comissões e ensaia desengavetar propostas que causam dor de cabeça ao Planalto, como o chamado Orçamento Impositivo. Para Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, Dilma precisa saber “conversar e “compartilhar mais” já nos próximos dois meses, quando encerra seu primeiro mandato. “Não pode ser como vinha sendo: o PT escolhendo o que quisesse, principalmente os melhores ministérios, e deixando o resto para os outros. Não pode e não deve ser assim. A presidente Dilma tem dois meses para provar que as coisas não vão ser assim”, afirmou. Depois de onze mandatos na Câmara, Alves foi derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte e ficará sem mandato em janeiro. Nos últimos dias, seu nome passou a figurar na bolsa de apostas do futuro ministério de Dilma, o que ele descarta. Mas, como reza o anedotário político de Brasília, quando se quer um cargo de ministro, o melhor a fazer é afirmar justamente o contrário – diz a máxima que, a partir daí, seu nome passará ser lembrado constantemente. Leia a entrevista ao site de VEJA.

Como o senhor viu o apoio de Lula ao seu adversário Robinson Faria (PSD) na disputa ao governo do Rio Grande do Norte? Eu fui surpreendido. O Lula nunca tinha visto o Robinson na vida. Esqueceram de avisar que o Robinson que ele apoiou neste ano é o mesmo contra quem ele gravou em 2010. Se amanhã passar ao lado, acho que o Lula nem o reconhece mais. Enquanto eu era líder do PMDB, sempre que havia uma votação importante, o Lula me chamava para conversar e para negociar. Agora, ele grava uma entrevista em um formato de bate-papo elogiando o Robinson, dizendo que ele vai mudar o Rio Grande do Norte. Isso foi decisivo para a derrota, foram muitas inserções ao longo de vários dias.

O senhor chegou a procurar o PT pedindo que as gravações não se repetissem no segundo turno? Eu procurei o Michel Temer, que na hora telefonou para o Lula pedindo para que não gravasse mais. Tudo bem que a chapa do Robinson estava com o PT para o Senado, mas no plano nacional eu estava com a Dilma. Depois que pedi para pararem, foi quando usaram as propagandas desbragadamente. O Lula não deve ter feito nenhum gesto para pararem de usar. O Temer também procurou o Rui Falcão, mas não adiantou. Ficou uma coisa muito constrangedora. O Lula ia lá toda hora e classificava o outro candidato como a mudança. Mas sou eu que o conheço, eu que o ajudei, que fui o seu parceiro.

Então como fica a relação entre o PT e o senhor depois destas eleições? A Dilma teve outro comportamento. Eu disse que ela poderia ir lá no Estado que todos estaríamos ao lado dela. Mas também disse que ia entender se ela achasse melhor não ir, e ela realmente não foi. Não tenho nada a reclamar dela. Mas, com o Lula, eu vou fazer o quê? Tem de ter maturidade e experiência para virar essa página. Eu reconheço que a participação dele foi muito importante para o resultado eleitoral. Mas, com ressentimentos, ficamos menores. E eu não quero ficar menor com isso.

A derrubada do decreto de Dilma foi um troco ao PT? Essa afirmativa é desinformação ou má-fé. Essa matéria aguardava votação há três meses. Eu decidi pautá-la, fiz um pronunciamento defendendo que o decreto era inconstitucional, tentei diversas vezes que o Aloizio Mercadante o retirasse e apresentasse um projeto de lei com urgência. O que nós queríamos era tirar a vinculação dos conselhos à Presidência da República. Toda votação que se abria, a oposição começava a obstruir enquanto não pautasse o decreto. Na hora que deu para ser votado, a obstrução do PT não teve efeito. Se já era meu desejo que ele fosse votado e derrubado e a pressão estava grande, não teve como ser diferente. A Câmara ia ficar em um impasse sem votar nada? Mas isso não tem nada a ver com situação nenhuma. Eu já falei com a Dilma, dei parabéns pela eleição, e ela sequer tocou neste assunto. A presidente ainda disse que na próxima semana, quando voltar de viagem, gostaria de falar comigo porque ia precisar muito da minha ajuda.

O que o senhor acha que tem de mudar na relação entre Executivo e Legislativo no novo governo? A Dilma nunca foi parlamentar e nunca passou nesta Casa, como todos os outros presidentes passaram e sabem das tensões que temos aqui, da necessidade de dar respostas. Ela exerceu uma função gerencial e se tornou presidente da República. Eu acho que ela precisa conversar mais. Quando convencer, muito bem. Quando não, que seja convencida. Acho que ela vai partir para isso, para um modelo diferente do primeiro mandato. Até porque antes ela tinha um contexto eleitoral muito favorável, mas agora não, está dividido. E aqui, pelo radicalismo da campanha, é um prato cheio para o Aécio, porque as coisas vão se tornar ainda mais radicais. Mais do que nunca vai exigir a colaboração do PMDB e ela própria vai ter de conversar mais com o setor produtivo, com representantes empresariais, com o setor sindical e com parlamentares.

Este ano foi marcado por tensões entre a bancada do PMDB e o Planalto. O que o Michel Temer disse sobre o novo governo depois da reeleição? Nada. Mas agora a situação é outra. Fora da janela do Palácio do Planalto há um país dividido. E tem haver muito cuidado para que amanhã não haja uma crise. É preciso calçar a sandália da humildade. A Dilma, na reta final das eleições, quando precisou da ajuda do Nordeste, recorreu ao Lula. Até então quase não se via o Lula participar das eleições, ele estava mais focado na disputa de São Paulo. A Dilma tem de compartilhar mais, de participar mais. Não pode ser como vinha sendo, o PT escolhendo o que quisesse, principalmente os melhores ministérios, e deixando o resto para os outros. Não pode e não deve ser assim. A Dilma tem dois meses para provar que as coisas não vão ser assim.

Qual o caminho natural para a presidência da Câmara? Antes uma aliança entre o PT e o PMDB era importante porque juntava muitos votos e quase conseguia maioria. Era um rodízio que se impunha por serem as duas grandes bancadas da Casa. Agora mudou a configuração e essas duas legendas não fazem 140 votos. O fato de elas se entenderem não é nenhuma garantia de que farão o presidente da Casa. Deve-se buscar o candidato que reflete o sentimento da Casa, da independência, que procure angariar apoio tanto da base quanto da oposição. Há, hoje, um PMDB que não votou em Dilma. Nessa configuração confusa e muito dividida, acho que o discurso vencedor vai ser de quem falar pelo Parlamento. Eu acho inevitável que o PMDB procure a todos, oposição e governo, e caracterize o discurso de Parlamento.

Há hoje um nome alternativo ao Eduardo Cunha? Não. Ele é a indicação da bancada. O Eduardo tem credibilidade, é respeitado pelos parceiros, pelos adversários e cumpre acordos. É um nome muito forte.

O senhor está na Câmara há 44 anos. Está preparado para não viver mais essa rotina? Preparadíssimo. Eu passei a minha vida inteira morando em hotel sozinho, passava dois ou três dias com a família e viajava. Imagine o que é pegar um avião toda terça e quinta ao longo de todo esse tempo. Agora eu estou preocupado com a minha qualidade de vida. Eu tenho uma empresa de comunicação e vou ficar no comando do PMDB do meu Estado. Continuo na política. Mas quero ter mais qualidade de vida, fazendo o que eu gosto.

E a possibilidade de assumir algum ministério? Muitos querem que eu fique em Brasília. Há pressão nesse sentido pela experiência que eu tenho aqui. Eu poderia ficar fazendo um meio de campo entre o Michel Temer e o Eduardo Cunha. Mas a indicação que eu tenho agora é ter uma qualidade de vida melhor.

Então o senhor descarta tornar-se ministro? Descarto. Qualquer ministério. Ministério é pior, porque a gente tem de estar aqui de segunda a sexta. A política sacrifica muito a família. Eu tenho dois filhos que quase não vejo. A gente começa a ver que o tempo está passando e está perdendo algumas oportunidades. Então há coisas que vêm pelo bem. Eu tenho um jornal, uma TV e vou ter participação política, mas vivendo com mais estabilidade.

Quem poderia ser capaz de fazer esse meio campo e melhorar o diálogo com o Parlamento? O Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, é uma boa pessoa. Ele é experiente, competente, malandro. Eu acho que ele vai para Relações Institucionais. A Dilma não pode mais correr riscos. O país está dividido.

* Da Veja

Compartilhe:

Busca no Blog

Facebook


Twitter


Parceiros