30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Brasil registra 85.380 casos de coronavírus e 5.901 mortes da doença

Agência Saúde

O Ministério da Saúde registrou 85.380 casos de coronavírus e 5.901 mortes da doença no Brasil até as 14h desta quinta-feira (30), segundo informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país. Nas últimas 24 horas, foram 7.218 casos novos e 435 novos óbitos. Dos 85.380 casos confirmados, 35.935 estão recuperados (42%) e outros 43.544 estão em acompanhamento.

Atualmente, todos os estados brasileiros registram casos e mortes por coronavírus. São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 28.698 casos e 2.375 mortes. Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 9.453 casos e 854 óbitos. O estado que registra menos notificações é Tocantins, com 137 confirmações e três mortes.

Situação do coronavírus no Brasil até hoje – 30.04.2020

▶️ 85.380 diagnosticados com COVID-19
▶️ 5.901 óbitos (7%)
▶️ 43.544 em acompanhamento* (51%)
▶️ 35.935 recuperados* (42%)
▶️ 1.539 óbitos em investigação
*estimativas sujeitas a revisão.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Covid-19: TJRN, MPRN, Defensoria e TCE/RN prorrogam suspensão do expediente presencial até 15 de maio

Está prorrogada, em caráter excepcional, a suspensão do expediente presencial em todas as unidades do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, até 15 de maio de 2020, permanecendo os membros e servidores em regime de trabalho remoto, podendo ser prorrogado.

A medida foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJe), de 29 de abril. O início da suspensão do expediente presencial nestas instituições começou em 19 de março, por meio do Ato Conjunto nº 001/2002, com o objetivo de evitar o contágio e propagação da pandemia nas unidades desses órgãos.

A determinação dos órgãos mencionados está contida no Ato Conjunto nº 002/2020 do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas, do Estado do Rio Grande do Norte. E leva em consideração a persistência do quadro de emergência em saúde pública envolvendo o novo coronavírus (COVID-19), a demandar a prorrogação das medidas temporárias e urgentes para atendimento a situações pontuais.

O documento é assinado pelo presidente do TJRN, desembargador João Rebouças; o procurador geral de Justiça, promotor Eudo Leite; o defensor público geral, defensor Marcus Vinícius Soares Alves e pelo presidente do TCE/RN, conselheiro Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior.

O Ato Conjunto salienta que o retorno do expediente presencial em todas as unidades do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, após o dia 15 de maio de 2020, será gradual, levando em consideração as peculiaridades locais e de cada órgão/poder.

Os órgãos do sistema de Justiça observaram ainda a edição da Resolução do CNJ nº 314, de 20 de abril de 2020, que “Prorroga, no âmbito do Poder Judiciário,em parte, o regime instituído pela Resolução nº 313, de 19 de março de 2020, modifica as regras de suspensão de prazos processuais e dá outras providências”.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

É importante comemorar chuvas e lembrar do uso racional da água

Passamos por um momento de conscientização em relação a muitas práticas diárias. A pandemia do novo coronavírus nos fez repensar hábitos. Ao mesmo tempo, o Rio Grande do Norte comemora chuvas em várias regiões. O inverno encerrou uma seca de oito anos. Mesmo com muitos vídeos que recebemos de reservatórios transbordando, temos que lembrar das nossas práticas diárias sobre o uso correto da água.

Estamos mais tempo em casa, passamos a usar mais água e por vezes não temos essa percepção. Mas estamos lavando mais louça, mais roupa, higienizando mais as mãos. Vamos comemorar as chuvas, mas lembrando a importância da água que nos fez tanta falta no período seco. A boa notícia é que a barragem Armando Ribeiro Gonçalves ultrapassou o volume de 50%. Em janeiro de 2018, ela chegou a entrar em volume morto, ou seja, praticamente seca.

O maior reservatório do Estado, a Armando Ribeiro, atende 29 cidades em diversas regiões, entre elas a segunda maior cidade do Estado: Mossoró. “Em 2018 chegamos a viver momentos dramáticos quando a Armando Ribeiro chegou ao volume morto. Por ser uma barragem grande, o volume morto ainda dava para abastecer por algums meses, mas foi um momento muito crítico gerado pela seca”, relembra Márcio Bruno Dantas, gerente da Regional Oeste. As cidades atendidas pela adutora Médio Oeste, como Patu e Messias Targino, tiveram muitas paradas ao longo dos últimos anos em função da escassez de água. Elas também são abastecidas pela Armando Ribeiro.

Márcio Bruno reforça que é importante comemorar, mas sempre evitando o desperdício e registrando junto à Caern vazamentos de água que os clientes encontrem nas cidades do Rio Grande do Norte. Vazamentos internos e transbordamentos em caixas de água devem ser resolvidos o mais rápido possível nas residências. É importante que os clientes aproveitem o tempo dentro de casa para fazer os reparos e colocar boias em suas caixas de água.

Regiões castigadas pela seca nos últimos anos, o Alto Oeste e o Seridó, vêm registrando chuvas e conseguindo elevar o nível de seus reservatórios. A barragem de Pau dos Ferros entrou em colapso em 2015. Conseguiu chegar a 11% em 2018, mas voltou a secar em setembro de 2019. Atualmente, a barragem de Pau dos Ferros já ultrapassa os 30%, com boa perspectiva de aumentar seu volume. Já a barragem de Apodi, responsável pelo abastecimento de diversas cidades por meio da adutora Alto Oeste chegou também e vai ultrapassando os 35%.

O açude Dourado em Currais Novos já sangrou pela segunda vez. O gigante Gargalheiras está se recuperando, atingindo cota acima de 30%. Em 2015, a Caern deixou de captar água do Gargalheiras porque ele secou. A Companhia reforça a importância de usar água com planejamento e fazendo o uso racional. Sempre que possível fazer reúso para lavagens em áreas de serviço e banheiros. A pandemia do novo coronavírus tem despertado o cuidado com o outro. Vamos também garantir água para todos fazendo a nossa parte com consciência.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Pesquisador alerta sobre casos de chikungunya durante pandemia

Equipe do laboratório de virologia da UFRN

Enoleide Farias de Agecom

Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia da Covid-19, no dia 11 de março, as ações sanitárias voltaram-se, em grau maior, à prevenção da doença pela sua letalidade e alto grau de contágio. No Rio Grande do Norte, o registro de casos de Covid-19 levou à decretação do isolamento social como medida de prevenção e à priorização dos testes de coronavírus pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Lacen).  

Considerando a alta demanda de testes do novo coronavírus, o Laboratório de Virologia da UFRN está auxiliando o Lacen-RN na investigação de outras viroses como dengue, zika e chikungunya, que também afetam a população do estado nestes tempos de Covid-19. Desde o ano de 2009, o Laboratório de Virologia da UFRN atua na investigação de casos de arbovírus no Rio Grande do Norte.

Segundo o professor Josélio Araújo, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia e pesquisador do Instituto de Medicina Tropical (IMT), coordenador do Laboratório, o trabalho executado pela unidade com o Lacen tem sido de grande importância e já confirmou a circulação do vírus chikungunya em 20% dos casos suspeitos de infecção por arbovírus.

Esses dados, segundo o professor, “acendem o sinal de alerta para o risco de transmissão de chikungunya”. Ele destaca a necessidade de entender a situação epidemiológica da chikungunya no RN e de investigar mais casos, porque, “assim como a Covid-19, chikungunya pode causar formas graves e óbitos, principalmente em idosos e pessoas com comorbidades”.

Neste momento o professor Josélio Araújo recomenda, como fundamental, que a população reforce as medidas de eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue, zika e chikungunya, que prolifera em água limpa e parada. “Não podemos dar trégua”, alerta o professor, que também orienta a população a usar máscara e repelente neste momento de pandemia, minimizando a possibilidade de contágio pela Covid-19 e pela chikungunya.

Chuvas aumentam risco de chikungunya 

O professor Josélio Araújo também chama a atenção para o período chuvoso que segue até final do mês maio e que favorece o acúmulo de água e a ocorrência de criadouros de mosquitos, aumentando o risco de chikungunya. Por isso, durante o isolamento social, quando as pessoas estão permanecendo mais tempo em casa, a recomendação do professor é “investir mais tempo na procura e eliminação dos criadouros do mosquito”.

Entre as ações de prevenção, vale lembrar: eliminar água armazenada que pode se tornar possível criadouro e dar atenção aos vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e até mesmo recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Sob a coordenação do professor Josélio Araújo, a equipe do Laboratório de Virologia da UFRN envolvida na investigação dos casos de arbovírus conta com Hannaly Wana Pereira (pesquisadora), Joelma Monteiro (doutoranda), Raíssa Pereira e Maria Eduarda Dantas (bolsistas de iniciação científica do CNPq).

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Sesap alerta para importância da prevenção contra acidentes com serpentes

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental – Suvam e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest, alerta a população e as equipes de vigilância epidemiológica de cada município sobre a importância de se reforçar as medidas de prevenção contra acidentes envolvendo serpentes.

No momento, os estoques de soro antiveneno no RN encontram-se com quantitativo reduzido e o número de acidentes por cobras no atual período do ano tende a aumentar, já que as estações outono/inverno consistem no período em que mais ocorrem acidentes desse tipo no estado.

“Os antivenenos utilizados de forma adequada são a forma mais eficaz de neutralização da peçonha do animal causador do acidente. Assim, é de fundamental importância a disponibilização desses imunobiológicos em quantidade suficiente e em locais oportunos, visando a diminuir o tempo decorrente entre o acidente e o atendimento médico adequado”, explica a subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Aline Rocha.

De acordo com o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN, desde o início deste ano até o momento foram notificados 130 acidentes por serpentes no RN. “Considerando o crescente número de casos de Covid-19 no Brasil e no RN e a necessidade de liberar as unidades hospitalares para esses atendimentos, a Sesap vem pedir à população que evitem ao máximo a exposição para ocorrência de acidentes que possam levar a necessidade de ir até um hospital e para isso reforçamos a adoção das medidas preventivas”, ressalta Aline Rocha.

Entre os cuidados para prevenção de acidentes com serpentes recomendados pelo Ministério da Saúde estão: usar sapatos fechados de cano alto ou perneiras ao  caminhar na mata ou entre folhas secas, ter muita atenção e usar luvas de couro ao manejar locais onde as serpentes possam estar presentes, como matas, tocas, troncos e lenhas de árvores, no amanhecer e no entardecer, evitar aproximar-se de vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins, pois é nesse momento que serpentes estão em maior atividade, não colocar as mãos desprotegidas em buraco e cupinzeiros, folhas secas, monte de lixo, lenha e palhas, evitar acúmulo de lixo ou entulhos que possam atrair ratos ou outros pequenos animais, um dos principais alimentos das serpentes. Trabalhadores rurais devem fazer uso de equipamentos de proteção individual (EPI).

Em caso de acidente, deve-se lavar o local da picada apenas com água e sabão, procurar o serviço de saúde mais próximo, se capturar o animal, levá-lo junto para ser identificado, o que ajudará no tratamento, com o uso do soro específico para cada tipo de envenenamento ou informar ao médico o máximo possível de características do animal, como: fotos, tipo do animal, cor, tamanho. Além disso, não se deve amarrar o braço ou perna picada, fazer prática de torniquetes ou garrotes, perfurar o local da picada nem utilizar materiais como pó de café, folhas, álcool, querosene, ou outros contaminantes, nem chupar o local da picada.

Centro de Assistência Toxicológica do RN (Ceatox)

A Sesap disponibiliza o Ceatox, para orientação por telefone em qualquer situação de envenenamento.

O Ceatox é uma unidade pública de referência no Estado, que executa ações de suporte e apoio a profissionais e população em geral nos casos de intoxicação ou suspeita de envenenamento. Para isso, funciona em regime de plantão permanente 24h por meio dos números telefônicos: 0800 281 7005 / 3232.4295 / 98125-1247 / 98803.4140 (WhatsApp).

O objetivo principal é garantir informação toxicológica voltada à prevenção de acidentes, proteção e promoção à saúde nas situações de risco de natureza toxicológica provocadas por animais peçonhentos, medicamentos, saneantes, raticidas, plantas tóxicas, cosméticos, produtos químicos industriais, agrotóxicos, poluentes industriais e quaisquer outras substâncias potencialmente agressivas ao ser humano.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

MPRN, MPT-RN e MPF/RN recomendam que municípios potiguares garantam EPIs adequados ao alto risco de exposição à Covid-19

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande no Norte (MPT-RN) e o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) recomendaram, em documento expedido nesta quinta-feira (30), que prefeitos e secretários de Saúde de todos os municípios potiguares garantam Equipamentos de Proteção Individual conforme as normas técnicas da Anvisa e da ABNT a todos os profissionais de saúde e segurança pública que atuem nos municípios. A recomendação também vale para os empregados de serviços privados de saúde que estejam exercendo atividades complementares ao Sistema Único de Saúde.

De acordo com o documento, os gestores devem observar, na aquisição de máscaras, luvas, óculos de proteção ou face shield, gorros, aventais, macacões e propés destinados aos profissionais que atuam em serviços de saúde, o dever de adquirir produtos que tenham as características de Equipamentos de Proteção Individual, conforme notas técnicas da Anvisa, normas da ABNT e a Norma Regulamentadora nº 6, do Ministério da Economia.

A recomendação conjunta também define que, para distribuição aos profissionais de saúde e de segurança pública, devem ser adquiridas máscaras cirúrgicas, máscaras PFF 1, PPFF 2 e N95, para uso conforme o grau de risco no contato com pacientes ou pessoas com suspeita ou confirmação de contaminação por Covid-19.

A recomendação leva em consideração que, a exemplo dos profissionais de saúde na triagem inicial, os profissionais de segurança pública têm contato próximo, com distância inferior a um metro, de pessoas que podem estar contaminadas com o novo coronavírus, o que é determinante para que esses profissionais também recebam os EPIs adequados.

O documento estende as recomendações aos empregados de serviços privados de saúde, que, durante a emergência de saúde pública, exerçam atividades complementares ao Sistema Único de Saúde. A eles e aos servidores públicos da saúde e da segurança pública, não devem ser fornecidos e não deve ser permitido o uso de máscaras de tecido ou de TNT normal que não possuam as características exigidas pelas normas da Anvisa para enquadramento como EPIs.

Os prefeitos têm o prazo de 48 horas para comunicar ao MPRN sobre o acatamento da recomendação, informando quais providências foram adotadas com o envio de e-mail para o endereço pgj@mprn.mp.br.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Aplicativo de combate ao Coronavírus tem 5 mil usuários cadastrados e mais de 400 denúncias de aglomerações

Instituto Metrópole Digital

A plataforma Tô de Olho, ferramenta que auxilia autoridades públicas a evitar aglomerações com o objetivo de conter o avanço do novo Coronavírus (Covid-19), já bateu a marca de 5 mil usuários cadastrados.

Desenvolvida pelo Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) e Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a tecnologia – que também funciona como aplicativo disponível no Google Play – permite que usuários de todo o estado possam fazer denúncias diretamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) caso saibam da ocorrência de concentrações de pessoas em locais públicos.

“Ao invés da pessoa ligar para o ‘190’ e denunciar alguma aglomeração, é possível entrar no aplicativo e fazer, lá mesmo, a queixa. O número de pessoas se cadastrando no sistema tem crescido bastante, já sendo, em média, mil por dia”, conta o professor Nélio Cacho, articulador da iniciativa junto ao IMD. Segundo dados do Ministério Público, a plataforma já registrou mais de 400 denúncias no estado.

Alertas

Outra funcionalidade do sistema são os alertas emitidos caso o usuário tenha se aproximado de alguém diagnosticado com o novo vírus. Isso é possível graças a uma parceria feita com a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap/RN), que disponibiliza à ferramenta dados de laudos médicos – sem informações pessoais – registrados em todo o estado.

Além disso, para que os alertas funcionem a contento, o Tô de Olho faz uso, mediante o consentimento da pessoa, do seu histórico de localização, dado registrado pelos smartphones.

“O algoritmo detecta, através do histórico de localização do celular, todo o deslocamento do indivíduo infectado no período de contágio, sem identificar a pessoa, obviamente. Aqueles que tiveram contato com ele são notificadas para reforçar o isolamento”, afirma Nélio Cacho.

O IMD e MPRN também estão atuando no trabalho de conscientização da população quanto ao uso da ferramenta. Para isso, pesquisadores e colaboradores da iniciativa estão entrando em contato com pessoas diagnosticadas com Covid-19 para pedir a elas que façam uso do Tô de Olho e doem suas geolocalizações, de modo a auxiliar a tecnologia no mapeamento epidemiológico.

Isolamento

Além das denúncias e alertas, a ferramenta também indica, de maneira georreferenciada, os índices de isolamento social de cada município do estado.

No sistema, é possível acompanhar, em tempo real, quais municípios têm obedecido a medida de segurança contra o Covid-19. Em Natal (RN), o Tô de Olho também emitiu um ranking dos bairros que mais seguem o isolamento social.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Em Patu, prefeitura municipal segue realizando barreiras sanitárias nos acessos ao município

A prefeitura de Patu continua com as barreiras sanitárias nos três acessos ao município de sempre de segunda a sexta-feira, das 08 às 18 horas. A ação esta sendo desenvolvida através da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Vigilância Sanitária Municipal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e a Guarda Civil Municipal.

A barreira Sanitária é de conscientização e de informação sobre o Coronavírus (Covid-19), onde o foco são os motoristas que vem de fora e está de passagem pela cidade ou aqueles que vêm de outras localidades e vão ficar no município. Para os que irão ficar no município, esses irão assinar um termo de compromisso, com nome, endereço e número telefônico, comprometendo-se em não aglomerar-se em vias publicas.

Os profissionais da saúde lembram ainda que o uso de máscaras no município é de uso obrigatório desde último dia 23 de abril pelo decreto de número 023/20 exigido para as atividades que estejam autorizadas a funcionar, como também em vias públicas. Outra ação realizada foi à desinfecção dos veículos pelos agentes de endemias.

As medidas orientadas pelo Ministério da Saúde devem continuar em uso pela população como: lavar as mãos com água e sabão, usar o álcool gel 70%, o uso de máscaras, evitar aglomerações e permanecer em isolamento social e saia caso seja extremamente necessário.

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Casos menos graves da Covid-19 também devem fazer fisioterapia

Foto: Reuters/Bruno Kelly/Direitos Reservados

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

A fisioterapia respiratória pode ser necessária mesmo em casos menos graves de coronavírus, segundo o coordenador do Laboratório de Pesquisa em Reabilitação Pulmonar da Universidade Veiga de Almeida, Yves de Souza. Os exercícios para recuperar a capacidade respiratória já são usados após períodos de internação em unidades de tratamento intensivo (UTI), mas podem ser importantes mesmo nas situações em que a pessoa se tratou em casa, disse Souza.

Souza explicou que, como uma doença nova, a covid-19 ainda está sendo estudada, porém, as pesquisas mostram que muitos pacientes apresentam sintomas ligados à perda de capacidade respiratória após ficarem doentes. “Mais ou menos 30% das pessoas que se curam da covid-19 têm uma redução importante da capacidade pulmonar”, ressaltou.

Nos casos de internação, esse problema é causado, segundo o fisioterapeuta, tanto por danos da doença como pelo processo de internação em si. “Esses pacientes são submetidos a altas doses de sedativos, altas doses de medicamentos antiflamatórios, para tentar controlar essa inflação aguda pulmonar. Essa mistura dos medicamentos, mais o tempo do paciente parado na UTI, respirando através de um equipamento de ventilação mecânica”, enumerou os fatores que podem prejudicar as funções respiratórias.

Sintomas após a alta

De acordo com o fisioterapeuta, quando o paciente se cura da covid-19 “ele acaba tendo manifestações não apenas pulmonares muito graves, como fraqueza muscular de difícil recuperação, com impossibilidade de retornar as atividades cotidianas imediatamente”.

Souza destacou que o coronavírus tem apresentado a capacidade de causar lesões nos pulmões dos infectados. “Esse líquido inflamatório nos pulmões causa algumas lesões internas no órgão do pulmão que acabam se comportando como cicatrizes. Essas cicatrizes vão influenciar de forma negativa na oxigenação da pessoa mesmo depois dela ter alta da doença”, explicou.

Esses problemas afetam, segundo o especialista, não só os que passam por longas internações, mas até os que não chegam a passar pelos hospitais. “As pessoas que se tratam em casa e depois que estão sem sintomas em um determinado tempo, eles simplesmente recebem alta. Grande parte desses pacientes acabam se queixando de falta de ar, de cansaço, coisas que antes da doença aparecer não existiam”, disse.

Primeiros dias

Para tentar amenizar esses efeitos, Souza disse que é fundamental que as pessoas iniciem a fisioterapia respiratória tão logo estejam curados dos sintomas mais graves. “As pessoas que apresentam esse tipo de sintoma, a gente sabe hoje, pela literatura científica, que os primeiros sete dias depois da alta são decisivos para o desfecho da recuperação funcional desse indivíduo”, enfatizou.

O processo de reabilitação envolve, de acordo com o especialista, exercícios físicos e respiratórios, que apesentam resultados em um prazo de seis a oito semanas. O treinamento específico para a musculatura respiratória é feita a partir de um dispositivo específico que promove uma resistência calculada no ato de inspirar, forçando a musculatura a trabalhar mais.

“Nós fazemos uma avaliação no paciente e quantificamos qual é a resistência ideal para que não canse o paciente e, ao mesmo tempo, promova ganho de força muscular da respiração. Esse paciente faz algumas repetições através desse aparelho”, disse.

O trabalho é complementado por atividades físicas leves, que não envolvem o uso de pesos ou outros aparelhos. “São exercícios muito simples, talvez algumas pessoas até já pratiquem no seu dia a dia ou tenham visto em algum lugar. A grande diferença é a prescrição. A prescrição do exercício que faz a diferença na hora do resultado”.

Consultas gratuitas

A Universidade Veiga de Almeida, com sede no Rio de Janeiro, tem feito consultas gratuitas de para pacientes em recuperação da convid-19 por teleconsulta por meio de uma pesquisa clínica. A possibilidade de atendimento remoto foi liberada em março por resolução do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional devido a pandemia do coronavírus. A equipe conta com 200 alunos voluntários e tem capacidade de atender a 400 pessoas.

* Matéria alterada dia 30 de abril para acrescentar informação sobre consultas gratuitas na Universidade Veiga de Almeida

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30/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Governo autoriza prorrogação automática do auxílio-doença durante pandemia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo autorizou a prorrogação automática do auxílio-doença enquanto as agências da previdência social continuarem fechadas por causa da pandemia. A Portaria nº 552 publicada, nesta quarta-feira(29), no Diário Oficial da União, prevê prorrogação do benefício por até seis vezes.

Tem direito aqueles que já passaram por uma perícia, mas ainda não estão aptas a voltar ao trabalho. O diretor de benefícios do INSS, Alessandro Roosevelt, explicou que o beneficiário deve acessar o Meu INSS e registrar a solicitação de prorrogação automática do auxílio-doença.

“Como não está tendo atendimento presencial, tínhamos aquelas pessoas que estavam recebendo o benefício de auxílio-doença, mas que o período dado na perícia anterior é um período que por indicação médica ele precisaria ficar mais um tempo em benefício. Então prorrogamos todos os benefícios daquelas pessoas que solicitaram a prorrogação por 30 dias ou até quando retornar a perícia presencial enquanto a pessoa ainda estiver incapacitada”, disse o diretor.

Para tirar dúvidas, o interessado pode ligar também para a central 135.

O diretor de benefícios explicou que o instituto vem sendo tomadas medidas que buscam garantir o atendimento dos segurados. “O INSS atende um público muito vulnerável, que são idosos, pessoas que estão sofrendo alguma incapacidade, seja ela temporária ou permanente. Então, como o atendimento presencial na agência não está sendo executado, todos os outros serviços estão sendo executados de forma remota. A gente pede que as pessoas entrem no aplicativo, entrem no site. Não deixem para depois, não precisa deixar para depois”.

Pagamento em conta corrente

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também decidiu que o beneficiário que recebe o pagamento por meio de cartão magnético poderá solicitar a transferência para depósito em conta corrente. A mudança busca evitar deslocamento e aglomeração dos segurados nos bancos durante pandemia do coronavírus.

Para fazer a transferência, a conta precisa estar no mesmo nome do titular do benefício. A mudança pode ser feita usando o aplicativo ou a página Meu INSS. Cerca de 12,4 milhões de beneficiários recebem por meio de cartão magnético.

A medida foi publicada na portaria 543, nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União. A portaria detalha que para a efetivar a transferência de modalidade de pagamento ocorrerá o bloqueio do crédito que se encontra disponível e no prazo de validade. Dessa forma, o órgão poderá reemitir o pagamento diretamente para a conta corrente indicada pelo beneficiário.

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