27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

UERN irá elaborar plano para a retomada de atividades

Com atividades presenciais suspensas desde 15 de março devido à pandemia do novo coronavírus, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) reuniu nesta segunda-feira (27), de forma remota, os diretores de unidades acadêmicas e representantes do Fórum de Chefes de Departamentos e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) para discutir a elaboração de um plano de retomada de atividades na Universidade.

Diante do Decreto Estadual nº 29.634/2020, que prorrogou a suspensão das atividades escolares presenciais até o dia 31 de maio, a perspectiva é que a Universidade retome suas atividades a partir de primeiro de junho. A reitora em exercício, Fátima Raquel Morais, tranquilizou os diretores e estudantes sobre o retorno das atividades, que segundo ela, só serão retomadas quando for possível garantir a segurança da comunidade acadêmica. Mais uma vez, ela defendeu o isolamento social como forma de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus.

“Ainda não é possível dizer que as aulas serão retomadas em primeiro de junho. Não sabemos qual o cenário do nosso Estado nesta data, não sabemos como estará a curva, mas precisamos estar preparados para, caso o contexto permita, possamos retomar as nossas atividades, de forma que os prejuízos sejam minimizados”, explicou Fátima Raquel.

Uma comissão, composta por representantes da gestão universitária, dos fóruns de diretores e dos chefes de departamentos, do DCE, da Associação dos Docentes e do Sindicato dos Técnicos-Administrativos foi designada para elaborar uma proposta para a retomada das atividades. O documento deverá levar em consideração toda a sistemática para que as atividades retornem de forma segura e deverá ser apresentado até 12 de maio.

Paralelo ao trabalho da comissão, nos próximos dias, a Universidade irá realizar um levantamento, junto aos departamentos acadêmicos, sobre as condições dos professores, técnicos e estudantes para o retorno das atividades, bem como realizar o mapeamento dos casos que integram os grupos de risco para o COVID 19.

A chefe de gabinete da Reitoria, Cicília Maia, ressaltou a importância da UERN diante da pandemia no Rio Grande do Norte e afirmou que a Universidade está em articulação constante com a Secretaria do Estado de Educação e de Cultura (SEEC).

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Itália tem menor número de novos casos de covid-19 em quase 50 dias

Matteo Bazzi / EFE – EPA – 24.4.2020

Da Ansa Brasil

A Itália registrou nesta segunda-feira (27) o menor número de novos casos do novo coronavírus em 48 dias. De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil, o país contabiliza agora 199.414 contágios, acréscimo de 1.739, cifra mais baixa desde 10 de março, quando haviam sido registradas 977 novas infecções.

Em termos relativos, o crescimento foi de 0,9%, menor índice desde o início da pandemia na Itália.

A Defesa Civil também confirmou em seu novo balanço mais 333 mortes, crescimento de 1,2% em relação a domingo (26), elevando o total de vítimas para 26.977. No dia anterior, o país havia contabilizado 260 óbitos (+1%).

Queda nas internações

A Itália ainda soma 66.624 curados, crescimento de 2,6%. Com isso, o número de casos ativos atingiu 105.813, queda de 0,3%. Desse total, 83.504 estão em isolamento domiciliar; 20.353 pacientes estão internados; e 1.956 seguem em UTIs, após a 24ª queda consecutiva na estatística.

“A tendência indica um progressivo decréscimo das mortes e dos casos de infecção, mas o vírus continua em circulação”, disse o presidente do Instituto Superior da Saúde, Silvio Brusaferro, em coletiva de imprensa em Roma.

Em quarentena desde 10 de março, a Itália já iniciou um percurso de retomada das atividades econômicas e sociais, com a reabertura de livrarias, papelarias e lojas de produtos para crianças na maior parte do país.

A partir de 4 de maio, os italianos poderão voltar a frequentar parques, a comprar comida para viagem e a realizar funerais, desde que respeitadas normas de distanciamento e higiene. Já as escolas devem reabrir apenas em setembro, no início do ano letivo.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Rio Grande do Norte tem melhor condição das reservas hídricas dos últimos 8 anos

Rio Piranhas em Jucurutu – Foto: Danilo Evaristo

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), monitora os 47 reservatórios, com capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento das cidades potiguares.

Segundo o Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, atualizado nesta segunda-feira (27), os principais mananciais potiguares continuam recebendo grande aporte hídrico.

As reservas hídricas superficiais totais do Estado já somam 2.008.669.228 m³, percentualmente, 45,89% da capacidade total de armazenamento das principais barragens estaduais que é de 4.376.444.842 m³. Esta já é a melhor condição das reservas hídricas estaduais desde 2012, quando o estado terminou a quadra invernosa com 2.960.599.325 m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, com capacidade para 2.373.066.510 m³, acumula atualmente 1.163.336.253 m³, percentualmente, 49,02% do seu volume máximo. Para efeito comparativo, no dia 27 de Abril de 2019, a represa acumulava 787.064.000 m³, que representam 32,79% da sua capacidade.

Segundo maior reservatório do Estado, a barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade para 599.712.000 m³, está represando 213.173.540 m³, que percentualmente representam 35,55% do seu volume máximo. No mesmo período de abril de 2019 o manancial acumulava 153.070.976 m³, correspondentes a 25,52% da sua capacidade.

A barragem Umari, localizada em Upanema, com capacidade para 292.813.650 m³ já acumula 230.362.564 m³, que correspondem a 78,67% do seu volume máximo. Desde setembro de 2011 que o manancial não atingia dessa acumulação de água.

O Açude Mendubim, localizado em Assu, com capacidade para 77.357.134 m³ começou a sangrar no último sábado, dia 25 de Abril. Ainda na quarta-feira, 22 de Abril, o açude Morcego, localizado em Campo Grande, também começou a verter suas águas. Além deles, continuam sangrando os açudes, Beldroega, em Paraú; Pataxó, em Ipanguaçu; Dourado em Currais Novos; Encanto, localizado no município de Encanto; Santo Antônio de Caraúbas; localizado em Caraúbas; Apanha Peixe, também em Caraúbas; Riacho da Cruz II, localizado em Riacho da Cruz e Passagem, em Rodolfo Fernandes.

O reservatório Santana, localizado em Rafael Fernandes, com capacidade para 7 milhões de metros cúbicos, está represando 6.836.667 m³, correspondentes a 97,67% do seu volume máximo. No mesmo período do ano passado o manancial estava completamente seco.

O açude Marechal Dutra, também conhecido como Gargalheiras, voltou a receber aporte hídrico e está acumulando 13.211.078 m³, que percentualmente representam 29,74% da sua capacidade total que é de 44.421.480 m³. No mesmo período de abril de 2019 a represa acumulava apenas 207.272 m³, percentualmente 0,47% do seu volume total.

O açude Itans, localizado em Caicó, recebeu bom aporte hídrico e saiu da condição de alerta. O reservatório acumula atualmente 10.165.151 m³, que em termos percentuais representam 13,4% da capacidade do manancial que é de 75.839.349 m³. No início de abril do ano passado o Itans acumulava 1.461.500 m³, em termos percentuais, 1,79% do seu volume total.

A barragem Pau dos Ferros, com capacidade para 54.846.000 m³, também voltou a receber águas e acumula atualmente 16.535.048 m³, que correspondem a 30,15% do seu volume total. Em comparativo com o mesmo período do ano passado, o reservatório estava com 949.247 m³, correspondentes a 1,73% da sua capacidade.

Dos 47 reservatórios monitorados pelo Igarn, apenas 2 estão com níveis inferiores a 10% da sua capacidade, sendo, portanto, considerados em nível de alerta. São eles: Passagem das Traíras, que está em reforma e não pode acumular grande volume hídrico, com 5,28% do seu volume máximo e Esguicho, em Ouro Branco, com 1,58% da sua capacidade. Percentualmente o número representa 4,25% dos reservatórios monitorados.

Já os mananciais completamente secos também são 2, Inharé, localizado em Santa Cruz e Trairi, localizado em Tangará. Em termos percentuais o número representa 4,25% dos reservatórios monitorados.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Coronavírus: Projeto de Nelter Queiroz busca ampliar validade de concursos públicos durante pandemia

Na última terça-feira (21) o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) deu entrada em projeto de lei, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, buscando a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos, em âmbito estadual, pelo período em que perdurar a situação de anormalidade provocada pela pandemia de Covid-19.

De acordo com o projeto, ficam excepcionalmente suspensos os prazos de validade dos concursos públicos estaduais destinados a selecionar candidatos ao ingresso nos cargos e empregos públicos da Administração Direta, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, pelo período em que perdurar a situação de anormalidade, caracterizada através de decreto da chefe do Poder Executivo, como Estado de Calamidade Pública.

“Findado o período de anormalidade, o transcurso dos prazos de validade dos concursos públicos estaduais prosseguirá pelo lapso temporal remanescente fixado nos respectivos editais. O período de suspensão dos prazos de validade será igual ao estabelecido para a situação de anormalidade caracterizada como Estado de Calamidade Pública, consoante disposto no decreto da chefe do Poder Executivo estadual”, destacou o parlamentar.

Ainda segundo Nelter, havendo prorrogação da situação de anormalidade caracterizada como Estado de Calamidade Pública, a suspensão de que trata este artigo do projeto de lei será renovada, levando-se em conta o novo período fixado pelo decreto da chefe do Poder Executivo estadual. “Durante o período em que perdurar a situação de anormalidade caracterizada como Estado de Calamidade Pública, a suspensão de que trata esta Lei não impedirá a convocação de aprovados nos certames, bem como a realização de suas demais etapas e fases.

Em relação as providências de combate e convívio com a COVID-19 Nelter Queiroz também já propôs: remanejamento de recursos do fundo eleitoral para o Ministério da Saúde, medidas para amenizar o colapso econômico na vida do homem do campo, a suspensão de tributos estaduais relativos ao emplacamento de veículos, a suspensão da cobrança do ICMS dos estabelecimentos considerados “não essenciais” e a elaboração de regras pra reabertura das academias de ginástica. Além dessas sugestões, o parlamentar já remanejou R$ 500 mil em emendas para o combate da doença no Rio Grande do Norte.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Governo do Rio Grande do Norte autua 3 comércios no Oeste por descumprimento às prevenções da Covid-19

O Governo do Estado tem orientado e fiscalizado estabelecimentos comerciais nos quatro cantos do Estado para fazer cumprir o Decreto 29.583, de 1º de abril de 2020. A lei reforça medidas preventivas de enfrentamento ao novo coronavírus. No último domingo três supermercados do município de Pau dos Ferros foram autuados por descumprimento ao Decreto.

“Iniciamos esta Força Tarefa com visitas educativas de orientação à obediência ao Decreto. Nesta segunda fase passamos a exigir o cumprimento. Esses três estabelecimentos já haviam sido orientados. E em nova visita verificamos o descumprimento à prevenção na entrada do comércio, no acesso e na permanência dos consumidores. Foram lavrados autos de constatação e encaminhado o processo administrativo para aplicação de multa”.

Ainda segundo o coordenador geral do Procon-RN, Thiago Silva, a multa varia entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, de acordo com o nível de infração, o faturamento da empresa e a reincidência. A Força Tarefa, que além do Procon RN é composta por membros das polícias Militar e Civil e a Controladoria Geral do Estado, foi formada em 15 de abril. Desde então tem intensificado as ações de fiscalização.

Em 45 dias de atuação, a Força Tarefa visitou mais de 300 estabelecimentos em todo o Estado. Foram aplicadas seis multas, sendo uma na Grande Natal e cinco no interior do Estado. “Nosso foco tem sido mais educativo, de orientação e temos sido correspondidos na grande maioria das situações”. Thiago Silva lembrou ainda que o Procon-RN tem atuado ainda no combate às práticas abusivas, a exemplo do aumento de preços sem justificativa.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Comarca de Jucurutu zera processos conclusos no PJe e parados há mais de 100 dias

Os processos conclusos, ou seja prontos para sentença, existentes no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) na Comarca de Jucurutu foram zerados, ou seja, foram despachados, decididos ou sentenciados todos os feitos virtuais que estavam em gabinete para a análise do magistrado responsável pela unidade judiciária.

Segundo o juiz Mark Clark Santiago Andrade, “a comarca de Jucurutu mais uma vez atinge metas históricas”.

Além disso, a secretaria da comarca também zerou todos os processos parados há mais de 100 dias para cumprimento pela equipe de servidores de Jucurutu. “Hoje, a comarca de Jucurutu não tem processos parados há mais de 100 dias nem no gabinete (esperando por um ato do juiz) e nem na secretaria (esperando por cumprimento)”, reforça o magistrado.

Para o juiz Mark Clark, tais metas só puderam ser alcançadas com o empenho, a eficiência e o comprometimento dos servidores da comarca de Jucurutu e do TJRN com o jurisdicionado e com a Justiça.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

MPF cobra informações sobre nomeação de reitor do IFRN

Arte: Secom/PGR

O Ministério Púbico Federal (MPF) instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar a legalidade, ou não, da indicação do novo reitor temporário (pro tempore) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), Josué de Oliveira Moreira. Mesmo sem ter participado da consulta à comunidade acadêmica – espécie de eleição interna -, ele foi nomeado para o cargo no último dia 20 de abril, pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

A nomeação teve como base uma Medida Provisória (nº 914) que foi editada em 24 de dezembro de 2019, 13 dias após a eleição interna no IFRN. A portaria que indica o nome de Josué de Oliveira, porém, não especifica sequer o inciso do artigo (7º) em que se sustenta. “Tal fato, por si só, pode vir a se enquadrar como improbidade administrativa, face a recusa à publicidade devida do aludido ato administrativo”, observa o MPF.

Uma das previsões da portaria, a designação de um reitor pro tempore caso os cargos de reitor e vice-reitor fiquem vagos, não se adapta ao caso do instituto potiguar, tendo em vista que o mandato do reitor anterior se encerrava neste mês de abril, “mesmo período em que se iniciaria o mandato da gestão eleita pela comunidade acadêmica, não havendo que se falar, portanto, em vacância”.

Pedidos – Além da abertura do inquérito, o procurador da República Camões Boaventura determinou o envio de um ofício ao Conselho Superior do IFRN, para que seja informado se houve alguma irregularidade no processo de consulta à comunidade.

E uma vez que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) – do próprio Ministério Público Federal – já encaminhou um pedido de esclarecimentos ao Ministério da Educação quanto às nomeações feitas não só no instituto do RN, como também no IFSC, o representante do MPF no Rio Grande do Norte solicitou da PFDC uma cópia dessa resposta, quando ela for dada.

Autonomia – As denúncias enviadas ao MPF levantam a suspeita de que, ao não levar em conta o processo de consulta à comunidade acadêmica, a nomeação de Josué de Oliveira poderia estar desrespeitando a autonomia (inclusive administrativa) garantida aos institutos federais. O Decreto nº 6.986/2009 estabelece que os IFs serão dirigidos por reitores nomeados pelo presidente da República, mas “a partir da indicação feita pela comunidade escolar”.

Ao mesmo tempo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96) registra como um dos princípios do ensino público a gestão democrática, “mesma determinação que consta no texto constitucional (art. 206, inciso VI)”.

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27/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Equipes de Municípios que aderiram ao Criança Feliz podem participar de capacitação virtual

Para permitir às equipes dos municípios que aderiram recentemente ao Programa Criança Feliz realizar o atendimento nas residências, a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania disponibilizou um curso de capacitação online.

A qualificação pela internet substitui temporariamente o treinamento presencial, que será retomado após os 120 dias.
Segundo o Ministério, são dois cursos de 40 horas cada um, para que visitadores e supervisores possam começar a fazer as visitas. A secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, destaca que o Criança Feliz é um serviço essencial para a população e que não pode ser paralisado.

“Tivemos mais de 300 Municípios entrando no programa desde setembro, quando abrimos para novas adesões. Os gestores têm um tempo para se organizar, estruturar e contratar equipes. A maioria dos Municípios deveria estar capacitando as equipes quando veio a pandemia. Para contornar a situação e para continuar o trabalho, que é essencial lá na ponta, a gente disponibilizou esse curso online”, explicou.

Outra medida adotada pelo Ministério da Cidadania foi a de flexibilizar as metas para que o financiamento dos Municípios não seja prejudicado. Dependendo do porte da cidade, é estabelecida uma quantidade de gestantes ou crianças a serem atendidas.

No entanto, a flexibilização não quer dizer que o relatório de atendimento, mesmo remoto, não deixe de ser minucioso. Nos Municípios com isolamento mais rígido, a ideia é realizar o contato por telefone, vídeo ou mesmo enviando materiais como livros e cartilhas. Para os locais que seguem com o atendimento presencial, a secretaria tem reforçado a necessidade de obedecer as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar o contágio com o coronavírus.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do Ministério da Cidadania

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26/04/2020
Por Danilo Evaristo em Jucurutu/RN

Município de Jucurutu/RN recebeu mais de R$ 100 mil do governo federal para ações de combate ao coronavírus

Marcos Dantas publicou neste domingo (26), em seu blog informações a respeito dos recursos extras que os municípios da região Seridó do Rio Grande do Norte receberam do governo federal para ações de combate ao coronavírus. O município de Jucurutu recebeu mais de R$ 100 mil.

Veja quanto cada município do Seridó recebeu do governo federal, segundo levantamento do blog de Marcos Dantas:

 

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26/04/2020
Por Danilo Evaristo em Notas

Uso de máscara universalizado reduz velocidade de contágio

Foto: Reprodução/ Pixabay

Thays Teixeira de Lais e HiperLab

Desde que se iniciou a pandemia associada à Covid-19, os protocolos para o uso generalizado de máscaras para toda a população mudaram. Atualmente, as máscaras têm sido recomendadas como uma ferramenta potencial para combater a pandemia do novo coronavírus, porque reduzem os riscos de contágio direto. A máscara deve ser usada sempre que você sair de casa ou no domicílio, durante cuidado com pessoas com suspeita de infecção, na falta da máscara cirúrgica.

A mudança de protocolo para o uso de máscara para a população em geral aconteceu devido às experiências em diversos países. “O uso da máscara artesanal, ou máscara de tecido, acabou tendo uma recomendação recente, como uma medida complementar para conter a pandemia de Covid-19, em razão das experiências de alguns países como Hong Kong e República Tcheca e da revisão de trabalhos feitos por ocasião de avaliações em epidemias anteriores por outros vírus respiratórios”, justifica a médica infectologista e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (NESC/UFRN), Marise Reis de Freitas.

Em países orientais, por exemplo, o uso de máscaras de forma generalizada é recorrente e apresentou evidências diferentes em relação ao uso desse equipamento. “Esses países possuem uma experiência maior no uso de máscaras, porque viveram outras epidemias de transmissão pelo ar, como é o caso da SARS (síndrome respiratória aguda grave). Pouco a pouco, foi-se constatando que onde o uso da máscara era mais universal havia menor velocidade de contágio”, explica o epidemiologista Ion Andrade, do Centro de Formação de Pessoal Doutor Manoel da Costa Souza (CEFOPE) e pesquisador do LAIS.

Os especialistas explicam que essas alterações são necessárias à medida em que se conhece melhor o comportamento da pandemia e do vírus que a causa. Isso implica na atualização de documentos normativos. “O documento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) coloca explicitamente que máscara de tecido não é recomendada. Essa recomendação continua presente para os profissionais de saúde, ou seja, no ambiente de saúde eles devem utilizar máscara cirúrgica ou as máscaras N-95, que são respiradores, que são filtros em situações especiais”, reforça Marise Freitas.

Isso significa que nos ambientes hospitalares os profissionais devem usar obrigatoriamente as máscaras profissionais, e que para a população em geral fica recomendada aquelas máscaras produzidas de forma artesanal. “Ela é uma medida complementar a todo o resto, com a higiene de mãos e o afastamento entre as pessoas. A máscara artesanal acaba tendo um papel complementar importante e o objetivo dela é reduzir a transmissão do vírus pela via respiratória. Na medida em que eu protejo a face, eu vou reduzir o acesso livre dele, esse é o motivo”, diz ainda a infectologista.

Sair de casa somente de máscara

As máscaras artesanais ou profissionais funcionam como uma barreira para evitar o contágio direto pelas vias respiratórias. Isso a transforma em uma importante ferramenta de combate ao contágio da Covid-19. Assim, a melhor forma para sair de casa quando necessário é usando a máscara. E existem recomendações para garantir maior segurança.

O tecido correto, o tempo de duração com a máscara no rosto, a higienização e manejo são vitais para que elas possam garantir a efetividade de seu uso. “Uso incorreto é sempre um problema e pode ter o efeito contrário sim. É importante ressaltar que a pessoa deve pegar na máscara pelas alças e não deve tocar nas superfícies interna ou externa, sempre lavar as mãos antes e após colocar ou retirar a máscara”, alerta Marise Reis. Diante disso, não existe medida única de proteção.

“A proteção da face, que é a porta de entrada do vírus, seguramente deve trazer algum benefício, mas é preciso usar uma máscara que minimamente consiga filtrar as partículas maiores e utilizar de forma segura para evitar a contaminação”, relata a médica e pesquisadora. A infectologista reforça ainda que as demais medidas sanitárias como o isolamento e distanciamento social e a lavagem das mãos com frequência também são imprescindíveis para reduzir os índices de contágio.

O uso da máscara não estabelece uma proteção intransponível, é preciso que as pessoas continuem tendo os demais cuidados e que se forem sair de casa estejam munidas de todos eles. “Então, o uso da máscara não torna menos necessária todas as outras medidas higiênicas, inclusive a do próprio distanciamento social entre as pessoas. Ela é uma medida complementar, importante, que reduz o contágio, mas todas as outras continuam necessárias”, reitera Ion Andrade.

Materiais, higienização e tempo de uso das máscaras artesanais

Não importa o estilo, a cores ou formato, o mais importante é a funcionalidade e a capacidade protetiva que as máscaras precisam ter. Como vimos, o uso de máscaras caseiras passa a ser um fenômeno internacional no enfrentamento da Covid-19, visando a minimizar o aumento de casos.

As pesquisas têm apontado que a sua utilização impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física à disseminação do vírus. Diante desse cenário, recomenda-se que a população possa produzir as suas próprias máscaras caseiras em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos que possam assegurar uma boa efetividade se forem bem desenhados e higienizados corretamente.

Segundo o Protocolo Máscaras de Tecido para a População, elaborado pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) do Rio Grande do Norte, existem recomendações necessárias para garantir a efetividade desse equipamento. No protocolo constam as instruções de como fazer, que tecidos devem ser utilizados, os cuidados com as máscaras e os procedimentos que devem ser cumpridos na chegada em casa.

“O importante é que ela esteja em boas condições, que ela esteja íntegra, que não esteja furada ou estragada e que ela se adapte bem ao rosto da pessoa”, reforça o infectologista Ion Andrade.

Marise Freitas reforça ainda que a cada três ou quatro horas, o equivalente a um turno de trabalho, é preciso trocar de máscara. “No entanto, a máscara deve ser trocada se apresentar umidade, porque a pessoa falou muito, espirrou ou tossiu”, reitera. Isso faz com que haja a necessidade de trocar a máscara, pelo menos três vezes ao dia, sempre que for imprescindível.

*Reportagem produzida pela equipe do Laboratório de Narrativa Hipermídia (HiperLAB) do curso de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em parceria com AGECOM/UERN e com a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRAÇO/RN).

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